
Morre, aos poucos meses de vida, meu Darumá. Ele ainda não havia tido seu segundo olho pintado quando despencou de uma mesa (ainda na sala de aula, que ambiente horrível para se ter!). Minha amiga Mayara empurrou-o sem querer com o cotovelo, causando uma verdadeira tragédia. Convergimos imediatamente a atenção de todos. Talvez seja mesmo um mal-preságio, não sei. Imediatamente pensei em levá-lo para que fosse queimado em um templo budista da Liberdade, uma coisa exótica, mas o momento não era de paciência oriental, então deixamos o ritual para depois, e levamos o corpo do Darumá para a lixeira.
A comoção tomava conta da pequena multidão que acompanhava a procissão até a lixeira. Nos últimos minutos da despedidas, orações e as mais sinceras palavras coroaram a existência de um bonequinho simpático e alegre. Seu objetivo era cumprir meu pedido e ter seu segundo olho pintado. A vida não é mesmo justa. NOTA: UM NOVO DARUMÁ JÁ TEVE UM DOS SEUS OLHOS PINTADOS E COLOCADO NO LUGAR DO ANTIGO.
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É preciso penar para aprender a viver
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Sem muitos mais comentários sobre meu fim de semana, digo apenas que consegui chegar até a casa da minha prima Mariana. Meus planos eram de sair de São Paulo na quarta-feira, o dia em que a cidade, infalivelmente, parou. Tinha também que ter ido ao CCSP...
Uma tempestade atingiu a cidade toda na terça-feira da semana passada, e se estendeu por na manhã da quarta. Já pela madrugada, os rios da cidade (Tietê e Pinheiros) haviam atingido seu nível máximo. O Tietê, o maior rio de São Paulo, transbordou (algo que não acontecia a 3 anos). Foram 11 horas de chuva, 198KM de congestionamento, o maior do ano. Parece que foi a pior chuva dos últimos 40 anos. No interior do estado, um ciclone devastou uma grande área. A cidade ficou parada.
Linhas de trens paradas até o meio-dia. A linha A da CPTM não funcionava mesmo. Na linha C, lentidão devido a água nos trilhos. o rio Pinheiros transbordou atingindo os trilhos do trem que vai até Osasco.
No metrô, para onde corriam milhões sem transporte e sem opção, mais lentidão na áreas aonde os trilhos eram de superfície. A cidade parou. Muitos bairros sem água, luz, telefone. A cidade ficou muito mais caótica do que costuma ficar.
O caminho que eu faria... bem, foi impedido. Um amigo da minha prima fez o mesmo caminho que eu teria que fazer, saindo as 23hrs de São Paulo, e chegando apenas as 13hrs do dia seguinte em Barueri, um trajeto que dura normalmente 40 minutos aproximadamente.
Na quinta-feira, pensei que tudo estivesse bem, sai para as ruas, na esperança de conseguir chegar ao meu destino. Desta vez, a Avenida Paulista, a mais importante da cidade, estava tomada de fiéis evangélicos. Alguns dizem em 4 milhões de pessoas, numa "marcha para Jesus". Odeio eventos que param a Av. Paulista. E perdi meu dia, mais uma vez. Ainda mais depois de ter saído de casa.
Na sexta, fui de carro mesmo para lá. cheguei.
No domingo, a Parada Gay de São Paulo foi o assunto do dia. Mais de 2 milhões de pessoas na Avenida Paulista. Já é a maior do mundo. Tudo bem que nem todo mundo lá é homossexual, aliás... já virou passeio familiar!
Esta semana está um pouco corrida. Minhas notas saíram hoje.
TIREI 9 EM MATEMÁTICA!!! E NENHUMA VERMELHA... DEPOIS PASSO TUDO AQUI...
No Sábado, planejo ir com a Mayara até a exposição CORPOS PINTADOS, na Oca do Ibirapuera. Disse a ela que qualquer dia vou levá-la ao prédio do Banespa e ao Palácio Zarzur & Kogan (de 50 andares), ambos no centro de São Paulo.
PRA FRENTE É QUE SE ANDA! tchau......